O Computador Como Máquina Epistemológica: o Caso do Xadrez Computacional

Instituto de Estudos Avançados da USP |  R. da Praça do Relógio, 109 |  Sala Alfredo Bosi

Transmissão do evento : Canal do Youtube do IEA

17 de Outubro de 2025, sexta-feira 09h às 12h00

Palestrante: Cláudio Alves de Amorim (UNEB)

Debatedores : Osvaldo Pessoa Junior (FFLCH-USP) e Edélcio Gonçalves de Souza (FFLCH-USP)

Mediador : Hugo Neri (C4AI)

Resumo :

Desde a publicação do artigo seminal de Claude Shannon, Programming a computer for playing chess (1950), o xadrez computacional tem sido um campo fértil para exploração dos limites e possibilidades da computação eletrônica digital. Ao longo das décadas, os avanços do hardware e do software acabaram por tornar as máquinas invencíveis frente a jogadores humanos. Concomitantemente, os computadores passaram a desempenhar, cada vez mais, o papel de máquinas epistemológicas – isto é, auxiliares na construção coletiva do conhecimento –, alterando radicalmente a condução do jogo entre enxadristas profissionais (e também entre os amadores, com nuances próprias). Para além de uma pragmática competitiva, a computação tem permitido construir conhecimento enxadrístico que a cognição humana, desassistida, presumivelmente não poderia construir. Contudo, sempre há mais a saber: nesse sentido, a computação desloca as fronteiras e horizontes epistemológicos do xadrez, mas não elimina o fascínio e os mistérios desse jogo milenar.