AI, ESTUDO E PENSAMENTO CRÍTICO
Segue em conjunto artigo recente do NYT sobre como avaliações céticas aumentam com a progressão do uso de Gen AIs em escolas e universidades, que avançam nessa utilização — impulsionadas inclusive por projetos com as big techs. O artigo cita e recuperamos a íntegra da pesquisa da Microsoft e da Carnegie Mellon University, que reconhece justamente o risco de efeito negativo — perda de pensamento crítico — conforme o uso da Gen AI. Sintetizamos o que acontece e como, nesse fenômeno. Mas porque uma big tech conduziria pesquisa com uma conclusão aparentemente negativa a um produto seu. O terceiro conteúdo acoplado é da Bloomberg, que propõe justamente esta pergunta e contempla quais seriam os “backlash” na própria companhia, caso ocorra um efeito negativo como este. (Nilson Brandão)
As Schools Embrace A.I. Tools, Skeptics Raise Concerns / À medida que as escolas adotam ferramentas de IA, os céticos levantam preocupações
À medida que escolas e universidades adotam ferramentas de IA, os céticos levantam preocupações. Alguns especialistas alertam que essas ferramentas podem prejudicar o ensino e a aprendizagem. Há poucos dias, o NYT trata do tema e inclui dois aspectos. Cada vez mais governos estão implementando chatbots nas escolas. Em razoável medida, empresas de tecnologia americanas impulsionam a tendência. Microsoft oferecerá ferramentas a 200 mil estudantes nos Emirados Árabes. A OpenAI fornecerá ChatGPT Edu a 165 mil educadores no Cazaquistão. A xAI, de Elon Musk, implantará tutoria com Grok para 1 milhão de alunos em El Salvador. Pesquisa da Microsoft e Carnegie Mellon University apontam para risco de redução do pensamento crítico com a IA generativa (ver outro resumo).
Acesse em: The New York Times
The Impact of Generative AI on Critical Thinking / O impacto da IA generativa sobre o pensamento crítico
A IA generativa melhora a eficiência, mas inibe o pensamento crítico. Esta é a síntese do estudo feito pela Microsoft e a Carnegie Mellon University, em 2025, sobre os impactos da IA sobre o pensamento crítico. O estudo indica o que acontece e como este processo se dá. "Ela (a GenIA) pode inibir o engajamento crítico com o trabalho e potencialmente levar a uma dependência excessiva de longo prazo da ferramenta e à diminuição da habilidade de resolver problemas de forma independente", diz o estudo na sua conclusão. Ele adiciona, na sequência, como isso se dá. "O esforço investido em pensamento crítico se desloca da coleta de informações para a verificação de informações; da resolução de problemas para a integração de respostas da IA; e da execução de tarefas para a supervisão de tarefas", conclui a pesquisa.
Why Did Microsoft Admit That AI Is Making Us Dumb? / Por que a Microsoft admitiu que a IA está nos tornando mais burros? Por que a Microsoft admitiu que a IA está nos tornando mais burros?, perguntou a Bloomberg no título de uma de suas matérias encontrada no arquivo. Ela sugere: “Há uma pista no próprio relatório, onde os autores observam que correm o risco de criar produtos ‘que não atendem às reais necessidades dos trabalhadores’, caso não saibam como os profissionais do conhecimento utilizam a IA e como seus cérebros funcionam quando a utilizam”. Em síntese, se as habilidades de raciocínio de um gerente pioram ao usar produtos de IA da Microsoft, seu trabalho é afetado e os empregadores podem culpar o funcionário, mas também a IA, o que seria ruim para a Microsoft, prossegue o artigo. Acesse em: Bloomberg