MICROCHIPS, O PETRÓLEO DO SÉCULO XI é a série em 5 episódios que o Le Monde inicia na edição de hoje

Semi-conducteurs: la nouvelle bataille du Pacifique / Semicondutores: a nova batalha do Pacífico

Jensen Huang, da Nvidia, encarna a nova batalha do Pacífico pelos semicondutores entre Estados Unidos e China. O artigo mostra como as duas superpotências oscilam entre confronto e competição: Trump autorizou em dezembro a exportação de chips H200 à China, gerando críticas de senadores sobre riscos à segurança nacional. A China, bloqueada pelas restrições americanas desde 2020 (quando a Huawei perdeu acesso à TSMC), investe massivamente para recriar toda a cadeia produtiva. O país desenvolve protótipos de máquinas EUV em colaboração com Huawei, visando autonomia até 2028-2030. A questão permanece: as ambiguidades estratégicas apontam para afrontamento direto, concorrência ou apaziguamento? Ou como o jornal registra na primeira página: "Afrontamento? Concorrência rude? Paz armada? Ao fio das trocas entre Trump e Xi, as ambiguidades estratégicas não são dissipadas”.

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Les semi-conducteurs, nouveau carburant de l’économie mondiale / Semicondutores, o novo combustível da economia global

Cíclico e sujeito a períodos de estocagem e desestocagem, o mercado de microchips é francamente ascendente. Chegará a US$ 1 trilhão em 2026, quatro vezes maior que há 20 anos e com queda no preço dos componentes ((World Semiconductor Trade Statistics). É o novo combustível da economia global, mais poderoso que o petróleo. O peso dos semicondutores na economia global é muito maior do que a receita gerada apenas pelos fabricantes de chips. “Os semicondutores são importados e exportados diversas vezes antes de serem integrados aos produtos finais ”, explicam em estudo economistas do banco alemão Deutsche Bank.

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Puces électroniques : l’inexorable déclin de l’Europe / Microchips: o declínio inexorável da Europa

Restam hoje apenas as lembranças de uma época em que a União Europeia (UE) esperava prevalecer na acirrada disputa entre a China e os Estados Unidos pelo controle dos semicondutores. Foi o que restou de dois anúncios de investimentos que não se efetivaram — STMicroelectronics (€ 7,5 bilhões) e Intel (€ 30 bilhões). Dois anos após sua entrada em vigor em setembro de 2023, o Chips Act, plano europeu para reduzir a dependência de semicondutores, parece “fora de alcance”. O curso segue como uma lenta perda de influência.

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Semi-conducteurs : ASML, reine de la tech, au centre du conflit entre les Etats-Unis et la Chine dans la course à l'IA / Semicondutores: ASML, a rainha da tecnologia, no centro do conflito entre EUA e China na corrida pela IA

A holandesa ASML fabrica as únicas máquinas capazes de gravar os microprocessadores mais avançados para IA — cada uma custa €340 milhões. Sem elas, ninguém produz chips para IA generativa. Mas a empresa enfrenta pressões de todos os lados: EUA proíbem exportação para a China (que absorve 30% das vendas), startups americanas buscam alternativas, e o AI Act europeu preocupa — a ASML se juntou a 50 grandes empresas pedindo "pausa" na implementação da lei, temendo que regulamentações vagas sufoquem a inovação e favoreçam concorrentes não europeus. Mesmo assim, a ASML se tornou maior acionista da Mistral AI. "Talvez possamos ver isso como o início da soberania tecnológica europeia", sugere um executivo.

Le Monde 45 Microchip

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Dans l'Isère, le grand flou pour les salariés de la « vallée des puces » / Em Isère, grande incerteza para os trabalhadores no "vale das pulgas”

No vale de Grésivaudan, coração da indústria francesa de semicondutores, a STMicroelectronics anunciou corte de 2.800 postos no mundo — 1.000 na França até 2027. A fábrica de Crolles encerrará a produção de wafers de 200mm, discos de silício usados para fabricar chips, tecnologia mais antiga e menos produtiva que a empresa quer substituir por wafers de 300mm. O problema: o projeto "Liberty", que faria essa transição em parceria com a americana GlobalFoundries e com €2,9 bi em subsídios franceses, está parado. Dos €7,5 bi previstos, a sócia americana não liberou sua parte. "Seus representantes só vieram a Crolles uma vez, em julho de 2022. Desde então, não os vimos mais", reclama a sindicalista Nadia Salhi.

Le Monde 55, Microchip

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